Venda de maconha em farmácias do Uruguai começa em outubro

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A venda de cannabis legal em farmácias do Uruguai “começará no próximo mês”, disse nesta quinta-feira o secretário-geral da Junta Nacional de Drogas (JND) do país, Diego Olivera, depois que na terça-feira passada anunciou que o registro oficial para consumidores e cultivadores seria iniciado em setembro.

“O cronograma que temos é, a partir do lançamento do registro, começar a venda em farmácias no mês seguinte (outubro)”, explicou Olivera em uma entrevista ao jornal local “La Diaria”.
O registro oficial para consumidores e cultivadores será realizado “nos escritórios dos Correios pelos funcionários mediante apresentação de identidade e impressão digital”, detalhou.

“Os dados sensíveis dos compradores de farmácias ficarão encriptados em um sistema com um alto padrão de segurança”, garantiu.

Em relação à produção de cannabis por parte do governo, o funcionário explicou que, devido ao fato de ser um processo de cultivo com um fator “estacional e climático da produtividade”, se está “trabalhando com as duas empresas licenciadas para adquirir tecnologia suficiente” para não depender das estações do ano.

As autoridades estimam que 50 farmácias do país se registraram para a venda da droga e atualmente estão “finalizando os detalhes vinculados à chegada de cannabis a cada uma”.

“Hoje o que nos ocupa é a cobertura nacional, porque não queremos uma inequidade territorial no acesso a cannabis. Queremos que qualquer cidadão, em qualquer ponto do país, possa gozar do usufruto dos benefícios oferecidos pela lei”, destacou.

No Uruguai se pode consumir drogas dentro da lei há quatro décadas, mas sua produção e venda estava proibida até dezembro de 2013, quando o parlamento uruguaio autorizou o processo legal para descriminalizá-las.

Desde que se tornou público o marco regulador da lei, todo cidadão uruguaio ou residente permanente no país que deseje cultivar maconha em sua casa pode comparecer a um escritório dos Correios e solicitar uma licença de produtor.

Além disso, para poder comprar maconha, os usuários deverão registrar-se previamente no sistema e terão acesso a 10 gramas de cannabis por semana e um máximo de 40 ao mês.

Apesar do preço de venda ainda não ter sido estipulado, a previsão é que a grama poderá ser adquirida pelo equivalente a R$ 4.

Fonte: Terra

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